Fórum sobre colesterol alto reuniu pacientes e especialistas em São Paulo | AHF Colesterol

Fórum sobre colesterol alto reuniu pacientes e especialistas em São Paulo

Com a missão de buscar o melhor tratamento para seus pacientes, a diretoria da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) participou do Fórum "Desafios do Colesterol no Brasil", realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), na manhã da quinta-feira, dia 9. O evento marcou o Dia Nacional de Controle ao Colesterol Alto, comemorado em 8 de agosto, e foi organizado pelo Grupo de Advocacy em Cardiovascular (GAC), com apoio da Colabore para o Futuro.

O fórum reuniu pacientes, familiares, profissionais da área da saúde e interessados pela causa. Na mesa de debates, médicos cardiologistas considerados os principais nomes em destaque no país na área de estudo e atuação em HF falaram sobre o tema. A Profª Dra. Tania Martinez, da Unifesp, FMUSP e InCor explicou o que são as dislipidemias e a hipercolesterolemia familiar. Membro do Conselho Científico da AHF, dra. Tania destacou sua confiança no tratamento da HF e clamou por mais divulgação da doença. “No Brasil, a HF é uma condição clínica raramente diagnosticada, apesar de ser uma doença autossômica dominante, acometendo na forma heterozigótica, 1 a cada 250 pessoas”, destacou.

Na sequência, a Dra. Ana Paula Chacra, do ambulatório de Lípides do InCor, apresentou o cenário da dislipidemia e HF no Brasil. Ela lembrou do surgimento das estatinas há 40 anos, que trouxeram uma diminuição na mortalidade de pacientes, atuando como redutores do colesterol alto. “Hoje existem em torno de 809 mil pessoas no Brasil que têm HF, e a miscigenação tem o poder de disseminar essa doença. Porém, a HF é ainda sub-diagnosticada em nosso país”. Esse dado é estimado com base na prevalência da doença e no número de habitantes.

O Prof. Dr. Denizar Vianna, da UERJ, apresentou o mapeamento da doença e a relação com estudos sobre estimativas dos custos da HF no Brasil. Ele lembrou que se houvesse diagnóstico e tratamento adequados, isso ajudaria a desonerar o Sistema Único de Saúde (SUS) e faria muita diferença para a vida do paciente. “Só uma minoria tem consciência de sua condição de colesterol alto, e em torno de 90% dos casos não atingem a meta de controle, e não estão sendo tratados”, afirmou. Ele lembrou que esse estudo também trabalha cenários para o futuro, e se torna uma ferramenta útil em saúde pública, para melhorar o processo decisório, daquilo que se pode gastar hoje para obter um retorno nas próximas décadas.

A Prof. Dra. Maria Cristina Izar, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Unifesp, apresentou a proposta do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para tratamento da Hipercolesterolemia Familiar do estado de São Paulo. A Dra. Maria Cristina, que também é membro do Conselho Científico da AHF, relatou que para a elaboração do protocolo, foi feito um estudo aprofundado, baseado em referências da literatura médica, agregando pareceres técnicos de diversos pesquisadores e centros de referência do Estado para se chegar ao texto final. O protocolo inclui pacientes com HF, diagnosticados com a doença, em sua forma primária, ou seja, de origem genética. “HF é uma doença grave e esse protocolo deverá garantir prescrição segura e eficaz, e de forma ética. Estará alinhado ao plano de saúde do Estado, que prevê a diminuição da morte precoce por doenças cardiovasculares”.

Representando o secretário Estadual de Saúde, a Dra. Carmela Grindler, da Coordenadoria Estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal de São Paulo, fez a apresentação do plano de saúde para doença cardiovascular no Estado de SP e sobre o status do protocolo para HF. Durante sua fala, lembrou que o protocolo é uma construção coletiva, entre os profissionais da saúde e a sociedade. “A HF não é uma doença de um grupo de pessoas, mas um caso de saúde pública, pois está diretamente relacionada a doenças cardiovasculares, principal causa de mortalidade no Brasil”. Ao final, a representante da secretaria da saúde comprometeu-se a rever o protocolo de HF e encaminha-lo para aprovação do governo. “A intenção é que essa proposta seja transformada em Programa de Governo, o que garante perenidade à assistência em saúde”, concluiu.

A AHF faz parte do GAC, formado ainda por outras três associações de pacientes do Brasil, entre elas a ADJ Diabetes Brasil, Instituto Vidas Raras e ACTC Casa do Coração.

O objetivo do GAC é trabalhar em conjunto as prioridades dos pacientes, somando esforços e tendo mais força para chamar a atenção do governo e da população em geral para as doenças cardiovasculares, além de buscar melhorias no acesso ao tratamento e qualidade de vida dos pacientes. Nesta primeira frente, trabalha com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para tratamento da Hipercolesterolemia Familiar do estado de São Paulo. E para isso, criou o manifesto para que mais pessoas com HF tenham o melhor tratamento. Acesse o link e assine o manifesto www.colaborecomofuturo.com/gac.


Se você tiver colesterol LDL acima de 210 mg/dl e membros em sua família com infarto do miocárdio em idade inferior a 45 anos, entre em contato com o InCor pelo e-mail hipercolbrasil@incor.usp.br, enviando como anexo uma cópia ou foto do seu exame de colesterol junto com um número para contato telefônico. A Equipe do Hipercol Brasil entrará em contato com você!

Além do Hipercol Brasil, também a UNIFESP faz diagnóstico genético da HF: Endereço: Rua Loefgren, 1350. CEP - 04040-010. Fone: 11-55764961. E-mail para marcar coleta: waleria.toledo@gmail.com

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