Trabalho de conscientização global torna a Hipercolesterolemia Familiar mais conhecida | AHF Colesterol

Trabalho de conscientização global torna a Hipercolesterolemia Familiar mais conhecida

Quase 700 mil brasileiros não sabem que têm colesterol alto por herança genética, e o InCor quer mapear famílias inteiras que tenham o problema e trata-las.

No dia 24/09/2015, o Instituto do Coração, em São Paulo, fez uma campanha para alertar sobre os perigos dessa herança para a saúde. Quais perigos? Veja alguns exemplos:

Aquele 7x1 para a Alemanha foi o primeiro suspeito. “No dia seguinte, ela enfartou aos 47 anos de idade”, contou Lenilde Alves, bancária.

Quando a irmã caçula da Lenilde enfartou, nem ela nem a mãe, desconfiaram da genética. “Não era a Alemanha, era o colesterol alto, era o gene da mãe”, explicou Lenilde.

Ricardo tem os olhos, o nariz e o sorriso do pai, e herdou também coisas que não estão assim na cara. “Meu colesterol total chegou a 610”, contou Ricardo Ayub, filho. E olha que o coração do pai, Sr. Eduardo, já tinha dado muitas pistas. “Foram feitas três pontes de safena em 1980”, conta Eduardo.

Em 1986, ele enfartou. Três anos depois, outro susto: duas mamárias e uma safena. Até que, em 2000, veio o diagnóstico certinho com nome difícil: hipercolesterolemia familiar.

Foi aí que o filho, Ricardo, descobriu por que, apesar de fazer exercícios e dieta, o colesterol não baixava. “Eu estava iniciando o estudo genético do DNA do sangue. E foi aí que descobriram que o meu problema era a hipercolesterolemia familiar”, explicou Ricardo.

E, por falar em tratamento, o segundo inibidor PCSK9 da Amgen, Repatha (evolocumab), foi aprovado em 27 de agosto último pela U.S. Food and Drug Administration (FDA). Agora é possível prevenir a doença cardíaca precoce em quase um milhão de brasileiros.

Até recentemente, virtualmente ninguém estava pronunciando estas palavras e não foi porque elas são difíceis de pronunciar, mas por causa de uma falta de conscientização pública.

Com a aprovação pelo FDA de uma classe inteiramente nova de tratamento para a redução dos níveis sanguíneos de colesterol, conhecida como inibidores PCSK9, as palavras hipercolesterolemia familiar foram impressas e faladas em novos grandes estabelecimentos em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.

Centenas de milhares de pessoas, que nunca tinham tido um nome para a maldição familiar da doença cardíaca precoce e agressiva, estão finalmente aprendendo que elas têm um distúrbio genético, em relação ao qual elas podem realmente fazer alguma coisa, e aonde elas podem ir para buscar ajuda.

A Associação de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) é uma organização de pesquisa e de defesa, que tem a intenção explícita de trazer informação e uma perspectiva para esta multidão sub diagnosticada e mal tratada, portadora de hipercolesterolemia familiar, uma doença que ameaça a vida.

As famílias com HF têm contribuído para o entendimento de relação causal entre os níveis séricos de colesterol e doença cardíaca desde 1938. Estudar indivíduos com HF ajudou Brown e Goldstein a entender o metabolismo do colesterol, uma descoberta que os levou a ganhar o Prêmio Nobel em 1985.

Entender a HF contribuiu para o desenvolvimento de uma das classes de medicamentos de maior sucesso na história: as estatinas. Esse medicamento tem ajudado muitos milhões de pessoas em todo o mundo a reduzir o seu risco de um ataque cardíaco, a maioria das quais não é portadora de HF. Entender a HF também contribuiu para o desenvolvimento desta nova classe de medicamentos, os inibidores PCSK9.

Ainda assim, quase uma geração após a aprovação da primeira estatina em 1987, mais de 90% das pessoas portadoras de HF permanecem sem diagnóstico. No Brasil, a AHF está trabalhando diligentemente para mudar este quadro.

Mesmo com o advento de novos tratamentos, o trabalho da AHF apenas começou. A única grande barreira para o cuidado que salva vidas ainda é a falta de diagnóstico. Sem um diagnóstico adequado, o acesso ao devido tratamento e cuidados é quase impossível. Por favor, apoie a AHF no Brasil em seus esforços para tornar as palavras “hipercolesterolemia familiar” parte do diálogo entre a comunidade médica, os criadores de políticas de saúde e o público em geral.

Pacientes de todo o Brasil com suspeita de colesterol alto por herança genética podem entrar em contato com o programa do Instituto do Coração de São Paulo, ou contatar AHF.

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A Hipercolesterolemia Familiar é uma doença genética que causa níveis muito aumentados de LDL colesterol no sangue de seus portadores. Por causa disso, estas pessoas estão sob um risco muito aumentado de infarto do coração. Se você tiver colesterol LDL acima de 210 mg/dl e membros em sua família com infarto em idade inferior a 45 anos, entre em contato com o InCor pelo e-mail hipercolbrasil@incor.usp.br enviando como anexo uma cópia ou foto do seu exame de colesterol junto com um número de contato telefônico. A Equipe do Hipercol Brasil entrará em breve em contato com você!

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Com informações:
G1.com
The FH Foundation