O meu filho(a) terá hipercolesterolemia familiar? – parte 1

O meu filho(a) terá hipercolesterolemia familiar? – parte 1

Este artigo foi escrito por Mary P. McGowan, MD, FNLA e publicado no site da FH Foundation.

Veja, a seguir, um extrato do artigo original. Este texto é principalmente designado para leigos, mas se você for um profissional da área da saúde, e estiver interessado em saber mais detalhes sobre a HF, leia outros texto já publicados em nosso blog, ou contate a Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar, ou ainda procure centros especializados como o Hipercol, no Incor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ou o Departamento de Lípides do Hospital São Paulo, da Universidade Federal do Estado de São Paulo – UNIFESP.

O texto integral do artigo original pode ser acessado aqui.

O meu filho tem hipercolesterolemia familiar (HF) – o que eu devo fazer?

A autora escreve que, em primeiro lugar, recomenda que você respire fundo e lembre-se que mesmo que você tenha passado um gene da HF para o seu filho, você não pode mudar a sua carga genética. Isto não é sua culpa, e provavelmente, você também passou muitos traços maravilhosos para os seus filhos. E, felizmente, você está vivendo numa época na qual ter HF não mais significa que você, ou que os seus filhos, estão condenados a terem precocemente uma doença cardíaca.

A autora recomenda que você desenvolva um plano de alimentação saudável para toda a sua família, e que todos os membros dela se comprometam a ter uma vida inteira composta, entre outras coisas, por exercícios físicos. Além de uma dieta saudável, muitos especialistas também recomendam suplementos dietéticos, que reduzem os níveis sanguíneos de colesterol − especialmente o LDL colesterol – que incluem estanóis** vegetais e fibras solúveis em água. Estes suplementos têm potencial para diminuir o LDL colesterol em cerca de 10%.

**Estas substâncias ocorrem em pequenas quantidades em frutas, vegetais, nozes, sementes, cereais, legumes e óleos vegetais.

Se você for fumante, pare de fumar. Eu sei que é muito mais fácil dizer isto que fazer. Deixar de fumar será um presente para você e para os seus filhos, que tendem a seguir o modelo de comportamento dos pais. Portanto deem o exemplo para os filhos.

No Incor do HC da FMUSP, você poderá encontrar livros com deliciosas receitas de alimentação saudável, com baixo teor de gorduras, para as pessoas com HF. É possível que outros centros também os tenham.

Infelizmente, embora a dieta, os exercícios físicos e manter um peso corporal ideal, além, de não fumar, sejam importantes para todos, isto pode não ser suficiente para corrigir o perfil de colesterol de crianças ou de adultos com HF. Recomenda-se para crianças com HF reduzir em 50% os níveis sanguíneos do LDL colesterol, ou atingir um nível sanguíneo menor que 130 mg/dL.

Para atingir esse tipo de redução, são necessários medicamentos. Muitos pais relutam em dar medicamentos para crianças. Os medicamentos têm efeitos colaterais e os pais se preocupam sobre as consequências dos filhos tomarem medicamentos por toda a vida. A autora ainda escreve que, sendo mãe, ela entende isto muito bem.

Ela escreve que quando discute começar a medicação redutora de colesterol com pais, frequentemente pergunta o que os pais fariam se tivessem um filho com diabetes tipo 1? Eles concordariam que o filho usasse insulina? De um modo geral, eles dizem um enfático “sim”. Uma criança diabética sem insulina morrerá. Então, ela explica que ter níveis sanguíneos altos de LDL colesterol é um pouco diferente. Esta situação pode ficar “silenciosa” por décadas, mas, que o LDL colesterol é o único fator de risco que pode provocar um ataque cardíaco (infarto do miocárdio) num adulto jovem.

As crianças começam a depositar camadas de gordura nas artérias e, quando elas chegam aos 12 anos de idade, muitas delas já têm aterosclerose mensurável.

O tratamento redutor de colesterol muda dramaticamente o risco cardíaco associado à HF. Estudos realizados na Europa descobriram que a terapêutica redutora do LDL colesterol com as estatinas pode, no longo prazo, reduzir para toda a vida o risco cardíaco associado à HF.

Com que idade as minhas crianças devem começar a tomar medicação redutora do LDL colesterol, e qual deve ser esta medicação?

Para saber a resposta desta e de outras perguntas, veja a parte 2 deste artigo na próxima semana.

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Se você tiver colesterol LDL acima de 210 mg/dl e membros em sua família com infarto em idade inferior a 45 anos, entre em contato com o InCor pelo e-mail hipercolbrasil@incor.usp.br enviando como anexo uma cópia ou foto do seu exame de colesterol junto com um número de contato telefônico. A Equipe do Hipercol Brasil entrará em contato com você!

Continue visitando o nosso site para aprender mais sobre a HF. Leve esta notícia ao seu médico. Espalhe que a HF é tratável, quanto mais cedo diagnosticado melhores são os resultados. A HF é familiar, passa de geração em geração, portanto todos precisam ser diagnosticados.